Incorrígivel RAP


Domingo, 2 de Janeiro de 2011

Júlia Pinheiro

Como se não bastasse à TVI ter passado um mês fazendo de conta que uma das suas apresentadoras mais importantes não se ia embora, hoje quando lança o comunicado informando que é mesmo assim, que Júlia Pinheiro sai da TVI, consegue escrever o naco de prosa que em negrito vos deixo:
"A TVI gostaria de, nesta ocasião, agradecer a Júlia Pinheiro todo o profissionalismo de que deu provas ao longo destes anos e, de forma especial, ao longo deste último mês”.

 

Realmente, bons sentimentos nesta época do ano é uma coisa muito bonita e o fair play também, mas para tudo há um limite. Agradecem-lhe o profissionalismo do último mês? Mas a que propósito? Da facada que lhes deu? De ser umas pessoas com mais informação na estação, informação essa que agora estará à vontade para usar na concorrência. Bem, de uma certa forma, está certo que lhe agradeçam o profissionalismo. Era preciso que alguém o tivesse neste momento. Ela teve-o, a TVI é que não.

 

Há que dizer com parcialidade: eu gosto muito da Júlia Pinheiro. E, confesso, tenho imensa pena que a Júlia vá para a SIC. Tenho! O que é que hei-de fazer? Resisto à mudança e tinha/tenho (já não sei) um certo carinho pela TVI porque apesar de serem a estação líder sempre foram a estação mal-amada. Para os pobres, para as donas de casa, para os doentes... ao passo que a SIC há anos que cultiva uma certa maneira snob de fazer as coisas. Não são líderes há anos, mas mesmo assim não perdem as peneiras... E, incrívelmente, conseguem que muitos profissionais bons e bem intencionados sejam engolidos nessa máquina elitista transformando-se em pessoas insuportáveis. Desagrada-me, pronto.

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Publicado por Lina às 00:16

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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

'Meu Amor'

 

 

O que tinha a dizer sobre 'Meu Amor', vencedora do Emmy internacional na categoria telenovela fi-lo aqui, mas para lá disto é sempre bom lembrar que esta vitória é também de José Eduardo Moniz, o homem que acreditou na ficção portuguesa e mais fez pelo género nos últimos dez anos e que escreveu sobre este assunto no 'Correio da Manhã'.

 

Há uma palavra fundamental no texto que o ex-director-geral da TVI escreve: amparo. É uma palavra que surge amiúde no vocabulário dos responsáveis das televisões, mas que nem sempre é entendida. Amparar um produto televisivo não é subsidiá-lo quando entra pelos olhos dentro que não funciona. É antever o seu êxito e identificar as suas potencialidades. Não se pode amparar aquilo em que não se acredita e penso que essa é a marca que Moniz deixa na TV nacional. Ao acreditar que era possível agarrar os espectadores com um género que conhecia grande concorrência - em quantidade e qualidade - mudou a indústria do audiovisual, tornou possível viver da representação, alavancou um certo género de imprensa, obrigando a de referência a prestar atenção ao fenómeno, abriu horizontes e fez novos (e bons) actores.

 

Esta é, realmente, uma boa notícia!

 

 

 

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Publicado por Lina às 09:59

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Sábado, 13 de Novembro de 2010

Para ler com atenção, e reler dentro de uns tempos

Entrevista de Gabriela Sobral ao 'Correio da Manhã'.

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Publicado por Lina às 08:13

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Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

Pequena conclusão

'Morangos com Açúcar' (TVI) é um viveiro de actores como o 'Curto Circuito' (SIC Radical) é um viveiro de apresentadores.


Publicado por Lina às 11:57

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Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Descobrir a pólvora televisiva

Já sei que parece que tenho este blogue abandonado, mas não é verdade. Só que entre fraldas, dar de comer e noites mal dormidas não há muito tempo para pensar em TV, ainda que tenha visto bastante. Ontem estava a pensar nisto e, pronto, foi como se descobrisse a pólvora. A culpa da mediocridade televisiva de que me queixo tanto é dos pais e mães, sobretudo das mães em licença de parto, deste país.

Como o tempo é pouco para tudo, o grau de exigência baixa. E de que maneira. Por exemplo, eu que achava as novelas da TVI entediantes na maior parte dos casos (excepto o "Ninguém como Tu" e uma ou outra excepção), dou comigo a seguir os "Morangos com Açúcar", a espreitar "A Outra" e a "Fascínios" e a pensar: "Sim, senhora. Temos evoluído tanto...". Mas antes que pensem que enlouqueci de vez, posso assegurar-vos que não penso o mesmo do "Deixa-me Amar". O que quer dizer que ainda não está tudo perdido.

A questão é que o meu delírio não é permanente. E é triste perceber que a TV está como está porque na realidade pouco olhamos para o que lá se passa. Só está ligada. Se prestássemos atenção, veríamos, por exemplo, que a programação da tarde é para lá de vergonhosa e que a única coisa interessante de tanta concorrência entre canais, por enquanto, é que temos muito melhores filmes para ver ao fim-de-semana. Não é só novidades, mas também não são só películas passadas em campos de férias. Já é um começo...


Terça-feira, 19 de Junho de 2007

Mais uma dose de "Morangos"

A quarta série de Verão de "Morangos com Açúcar" estreou no domingo. A proposta é a de sempre: juntar caras novas às "estrelas" da temporada escolar, mais um bar de praia, mais muitos biquinis e muito sol. Funciona há três anos, porque não haveria de dar certo este Verão?

As audiências, de resto, dão razão a quem insiste no formato: 1.º lugar na lista dos cinco programas mais vistos, na primeira semana sem "Gato Fedorento". Está certo! É mais um típico domingo à noite nos lares portugueses com os adolescentes ao comando.

Quanto mais não seja por estarem já na quarta série, os "Morangos" merecem muito carinho e atenção. E críticas também.

Registo, por exemplo, que uma série que estava prevista estrear no dia 16, foi anunciada em grelha para o dia 18 e acabou por estrear a 17.

O programa em si diverte-me nos limites em que foi feito para me divertir. Do que vi (e é bom que se diga que deste nova série de Verão vi uma vez sem som e outra sem imagem), o cenário do bar é paupérrimo, algo a que já não estava habituada. Os anteriores podiam não ser perfeitos, mas eram mais credíveis. Em contrapartida, embora o enredo continue a ser do género vamos-falar-de-coisas-sérias-mas-depois-fica-tudo-pela-rama, notei menos passagens daquelas em que se repetem várias vezes a mesma ideia com frases diferentes. O que é uma vitória, se compararmos com o que se passou no Verão de há um ano.

Mas como nos primeiros episódios o esmero é sempre muito, veremos se dentro de duas semanas o bar não está muito mais composto e o texto, pelo contrário, não está a ser debitado para bebés de 5 anos.

Outra coisa que me desagradou é que habitualmente os "Morangos" são uma montra televisiva de tendências de moda. No episódio que vi, não encontrei novidades, uma característica  que a produção  e a TVI sempre fizeram questão de realçar. Fiquei intrigada, mas vou dar o desconto. Pode ser que esteja enganada.
 


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