Incorrígivel RAP

Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Duas ou três coisas sobre o caso do momento

E, enfim, se calhar chegou a hora de falar sobre o tormentoso caso Manuela Moura Guedes, TVI, ou lá o que seja.

Aqui, de onde vejo as coisas, essa é, aliás, a primeira pergunta que faço: isto é uma caso político ou um caso económico.

Sim, claro, podemos ser simplificar e dizer: isto está tudo ligado! E está, Mas onde está a génese? Por um lado, temos uma jornalista que tem feito por se vitimizar e deixar claro que é uma vítima política, vítima das pressões do governo em funções, que é socialista? Ignorará - ou quererá fazer-nos pensar que igorna - que se o governo em funções fosse do PSD, ela estaria igualmente tramada. Eis a minha pergunta número 2. Acreditará que seria bem-vinda pela oposição ou sabe que não tem cabimento um jornal em que se persegue o poder instalado, seja porque razão. Não há pior, mais mesquinho e demagógico, do que pensar-se que quem está no poleiro tem sempre o rabo preso, que tem sempre podres a esconder, que é sempre mau. Como se pode ser adulto e acreditar nisto? A mim parece-me que criticar o governos e os partidos por sistema e por princípio é que é mau. Porque simplesmente estes lugares estão à nossa disposição, de todos nós, basta queremos preenchê-los.

Mas, sim, eu acho que existe uma leitura política. E ao lado uma leitura económica.

Segundo a primeira, Sócrates está a pagar pela sua língua, em bom português. Que gostou que ela fosse afastada parece-me claro, depois de tudo o que disse sobre MMG e sobre o Jornal de Sexta. E se não teve intervenção directa, merece, pelo menos, que lhe caia o menino no colo. Ele queria que fosse assim, que ela saísse. Mas não acredito que fosse lá dizer "tirem-na daqui". Não acredito, pelas mesmas razões políticas. Não o faria por saber que isso viria à baila, e que jogaria contra si. (Embora, aqui chegados, também fosse possível que o tivesse feito usando a táctica do falso alibi - como seria impensável, pode fazê-lo porque ninguém acredita).

Pelo lado económico, da vida prática e, já agora, do tabuleiro onde acho que tudo se jogou verdadeiramente, MMG foi afastada porque sim, porque é impossível ter uma pivô que assenta um programa de TV numa perseguição, numa guerra sem quartel a quem manda. Portanto, eis aquilo em que acredito: uma empresa em grandes dificuldades económicas vê-se na necessidade de se libertar de um activo que ninguém quer - MMG - porque ela é simplesmente incómoda. Assim, as simples as this. Se tivermos em conta, ainda por cima, que os donos desta empresa estão de candeias às avessas com os socialistas de Espanha, temos o caldo entornado. MMG matou pela política e pela política morreu. Não a política dos partidos, mas a política dos grandes negócios que dependem do investimento público. Que dependem da aprovação de leis, como acontece agora com a aprovação da lei da TDT em Espanha.

Mas isto chega para considerar MMG uma má pessoa? Por mim não. Não mesmo. Primeiro, porque eu acho que ela acredita mesmo que é assim que deve ser. Depois porque some people have e outras não. É tão simples falarmos do factor x. Existe, é assim. Algumas pessoas possuem essa estranha qualidade que se chama carisma, uma chama única e pessoal, que as faz conseguir arrastar multidões. Ela tem, por isso se ama ou se odeia. Pode até amar-se e odiar-se ao mesmo tempo e em partes iguais.


Publicado por Lina às 22:18

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